História de Alenquer
“Terra fértil e de grande valor estratégico, entre a Serra do Montejunto e a margem direita do Tejo, foi a região de passagem e ocupação por parte de inúmeros povos que habitaram a Península Ibérica.
São em grande número os vestígios arqueológicos que atestam a presença de habitantes, desde o Paleolítico à "Idade dos Metais", da ocupação Romana à Árabe.
Alenquer foi conquistada aos Mouros pelo Rei D. Afonso Henriques no dia de S. João, em 1148, somente depois da queda de Lisboa e Santarém, assinalando-se ainda nessa época (sec. XII-XIV), os primeiros forais de Vila Verde dos Francos, Aldeia Galega da Merceana e Alenquer, três municípios medievais de cuja fusão, em meados dos sec. XIX resultou o actual concelho de Alenquer.
No reinado de D. Sancho I, a vila de Alenquer foi doada à Infanta D. Sancha, passando desde então a ser considerada pertença da Casa das Rainhas, o que frequentemente associará a sua historia a acontecimentos importantes e a personagem de destaque da vida nacional.
Durante a crise 1383-5, a Rainha D. Leonor Teles aqui se refugia após a morte do Conde de Andeiro, facto que, segundo a crónica de Fernão Lopes, leva o futuro D. João I a intervir de modo bastante severo, destruindo os cunhais da torre de menagem do castelo.
No período áureo do sec. XV e XVI nasceram ou viveram em Alenquer personagens ilustres, como cronista Damião de Goes, o navegador Pêro de Alenquer, o vice-rei de Índia Afonso de Albuquerque, o poeta Luís de Camões e o aventureiro Salvador Ribeiro de Sousa, que foi rei de Pegú (actual Birmânia) e que está sepultado nos claustros do oratório de Santa Catarina em Alenquer. Também o Prior de Crato encontrou acolhimento na vila durante o seu efémero reinado, antes da ocupação de Portugal por parte dos Filipes de Espanha.”